Fórmula 1: um amor inesperado

Olá! Seja muito bem-vindo ao blog mais inusitado que poderia existir… Como assim? Eu vou contar um pouquinho da minha história.

Era 2009. Mais uma vez eu e meu pai estávamos sentados na sala, assistindo TV enquanto minha mãe dormia. Era costume ele me acordar para assistir as corridas, mesmo nenhum de nós dois entendendo coisa alguma do que acontecia… Afinal eu tinha apenas 8 anos, odiava carros, mas amava um motor Ferrari e ele apenas assistia por causa de um tal Felipe Massa.

Mas naquele fim de semana de 2009 nós víamos uma cena diferente no televisor. O tal Felipe tinha sofrido um acidente e eu? Eu fiquei revoltada! Olhei para meu pai e gritei: “Eu ODEIO esse treco de carros.” Pois bem; depois do grito foram quase 10 longos anos sem assistir corridas e uma raiva que cresceu após eu tomar conhecimento do acidente de Jules Bianchi em 2014.

Eu sempre ouvi falar que nada na nossa vida acontece por acaso. E talvez eu acredite nisso. No tal de destino. Em 2018, durante uma das várias crises de insônia causadas pelo estresse dos vestibulares, eu me vi assistindo uma corrida de Fórmula 1… E, caro leitor, eu me peguei gostando da sensação de ver os carros voando pela pista. Senti saudade dos carros vermelhos que tinham o barulho de motor mais bonito do mundo. Decidi que acompanharia em 2019.

Minha escuderia já estava definida, a bendita Ferrari. Mas faltava algo. Faltava a paixão, faltava a vibração. 2019 foi o pior ano da minha vida e eu não sabia lidar com meus problemas. O meu pior dia foi justamente o dia em que eu descobri a paixão por esse esporte: resolvi assistir a corrida do Bahrein durante uma crise emocional. E por quase duas horas tudo que importava era o número 16 e seu carro vermelho. Enquanto o carro corria eu me apaixonava, um sentimento de explosão no meu peito. “Ele vai ganhar, ele vai ganhar, minha Ferrari vai ganhar”… E então deu tudo errado. Charles Leclerc ficou em terceiro. Mas ali, naquele pódio, com a minha cara de frustração (e a dele também) eu vi que aquele esporte era incrível. E o quanto toda aquela atmosfera me fazia bem.

Daí pra frente foram várias corridas, vários treinos, muita raiva, muito grito, minha melhora emocional. E um amor que cresce cada dia mais não só pela Ferrari, mas por cada piloto, cada carro, cada pedacinho da Fórmula 1.

Meu ano foi coroado com três dias mágicos em Interlagos. Foi ali que eu me tornei uma verdadeira ferrarista, ou tifosi se você preferir. Os dois primeiros carros do treino livre de sexta saíram dos boxes e eu sabia, só pelo barulho do motor, que era aquele que eu amava desde os 8 anos de idade. As Ferraris rasgaram a reta oposta, levantando a água da chuva que caiu sobre o autódromo, a cena mais bonita que um fã de automotor pode ter o prazer de ver. As lágrimas vieram. E junto com elas um fim de semana incrível, com uma corrida maravilhosa e uma fã fiel da Fórmula 1.

Esse blog será dedicado a algumas análises, feitas por uma fã jovem, que não tem medo do novo e ama o passado, mas sem saudosismo. Eu espero que cada palavra escrita leve à uma reflexão. E que traga mais e mais fãs para essa categoria repleta de intensidades.

12 comentários em “Fórmula 1: um amor inesperado

  1. Maravilha a paixão por formula um e assim mesmo, mas pena que resolveu torcer pra equipe errada vai sofrer a beça rs, mas a formula um e fascinante, vou te seguir sempre boa sorte na nova empreitada.

    Curtido por 1 pessoa

Deixar mensagem para André Luiz Oenning Cancelar resposta

Crie um site como este com o WordPress.com
Comece agora