E o tal de GP Virtual?

Como uma pessoa nascida em 2001, posso dizer que com certeza eu estou acostumada com a tecnologia… Eu vi a nossa transição dos telefones inquebráveis da Nokia para os smartphones e a mudança dos consoles de videogame ao longo do tempo… Dos gráficos esquisitos do PlayStation 1 aos gráficos super incríveis do PlayStation 4 e Xbox.

Pra mim, o mundo virtual é algo muito próximo, muito da minha geração… Mas a gente sabe que o automobilismo é um esporte que tem vários tipos de público, e nem sempre todo mundo tá acostumado com a tecnologia fora das pistas.

Avaliando as redes sociais, percebi que esses tais de GP’s virtuais estão deixando muita gente divida. Mas antes de qualquer coisa: torcedores, calma! A corrida virtual não está tomando o lugar da real. E nem é a mesma coisa!

Dito isso, vamos ao que interessa: o e-Sports atualmente tem seu próprio espaço e é muito difícil que as coisas se confundam (por enquanto). Um exemplo são os campeonatos de FIFA… Você não vê o mundo virtual do futebol e o mundo real colidindo. Claro, a dinâmica é bem diferente da Fórmula 1, por exemplo, mas mesmo assim, a Fórmula 1 possui seu próprio campeonato de e-Sports (e esses mundos quase nunca se encontraram).

Eu achei muito positivo a iniciativa das corridas virtuais durante toda essa paralisação. É um ambiente estranho até mesmo para os pilotos: alguns deles nem tinham o equipamento em casa e nem todos são fãs de games. Mas aos poucos as coisas estão fluindo. Só nesse fim de semana, 4 novos pilotos aderiram ao GP virtual.

Claro, a corrida não vai ter a mesma empolgação de uma corrida real, mas a experiência é muito legal. Eu, particularmente, costumo assistir por pelo menos três transmissões diferentes: uma oficial, no YouTube e outras duas em canais de pilotos na Twitch (eu sei, é confuso e eu sou meio doidinha, por que o Lando Norris grita muito). Ver os pilotos reagindo torna a minha experiência mais interessante.

A transmissão oficial é legal, ela mostra a corrida completa e tem narradores e comentaristas, mas falta um pouquinho de emoção. É aí que entram os pilotos. É apenas um jogo, mas alguns levam a sério (como Charles Leclerc) e outros levam na tranquilidade (como Alex Albon). Fora isso, você pode ver coisas como Lando Norris ligando pra 6 pessoas para pedir dicas (incluindo Max Verstappen, Carlos Sainz e o chefe da McLaren, Zak Brown).

As corridas virtuais são entretenimento, elas não tem como intenção dar um título mundial a alguém. Se permita se divertir um pouco, deixar o clubismo de lado… E ficar meio bravo com a falta de danos aos carros nas corridas! Se desligue um pouco do mundo e leve às coisas um pouco menos à sério, ninguém é obrigado a gostar dos GP’s virtuais ou se acostumar com eles, mas faz bem ao menos tentar ver por um lado mais divertido.

Talvez depois que tudo isso acabar, você nunca mais veja uma corrida virtual ou talvez você fique viciado e encontre um novo interesse, você nunca vai saber se não baixar um pouco a guarda. Permita-se experimentar o novo! Só tome cuidado pra não virar a autora desse blog e ficar surda com os gritos dos pilotos nos microfones, ou ficar com raiva do “Yes, Boys! C’mon” de Max Verstappen (essa é uma longa história).

Espero comentar as corridas com vocês na timeline!

Deixe um comentário

Crie um site como este com o WordPress.com
Comece agora